MCA 

A Medicina Complementar Alternativa (MCA) engloba várias abordagens e tratamentos que historicamente não foram contemplados pela medicina convencional ocidental. Muitas vezes a MCA é considerada a medicina que não se baseia nos princípios da medicina ocidental dominante. No entanto, essa caracterização não é estritamente precisa.​

A maioria das terapias MCA não foi validada cientificamente, e esse padrão foi usado para diferenciar os dois tipos de medicina. No entanto, o uso de alguns complementos nutricionais, frequentemente incluídos na MCA, foi cientificamente validado e pode ser considerado dominante. Algumas práticas da MCA são atualmente oferecidas em hospitais e algumas vezes reembolsadas pela medicina suplementar, o que dificulta a determinação dos limites entre a MCA e a medicina tradicional. Algumas escolas tradicionais de medicina, incluindo 45 escolas de medicina da América do Norte (Consortium of Academic Health Centers for Integrative Medicine), fornecem educação sobre MCA e medicina integrativa.

Vários termos diferentes são usados nas práticas da MCA:

  • Medicina complementar refere-se às práticas não convencionais utilizadas pela medicina dominante.

  • Medicina alternativa refere-se às práticas não convencionais utilizadas em vez da medicina dominante.

  • Medicina integrativa refere-se à utilização de todas as abordagens terapêuticas apropriadas — convencional e alternativa — em um esquema que se concentra na relação terapêutica e no indivíduo como um todo.

Criou-se, em 1992, o Office of Alternative Medicine dentro do National Institutes of Health (NIH), a fim de pesquisar a eficácia e a segurança das terapias alternativas. Em 1998, essa repartição deu origem ao National Center for Complementary and Alternative Medicine (NCCAM) e, em 2015, ele se tornou o National Center for Complementary and Integrative Health (NCCIH). Outros setores do NIH (p. ex., National Cancer Institute) também subsidiam algumas pesquisas em MCA. A revisão de 2009 da pesquisa financiada pela NCCAM constatou que, nos primeiros 10 anos, a NCCAM investiu 2,5 bilhões de dólares em estudos sobre a MCA..

Apesar desses desafios, foram projetados e realizados muitos estudos de alta qualidade das terapias MCA (p. ex., acupuntura e homeopatia).

É importante que a pessoa que vai buscar o sistema MCA esteja consciente que da mesma forma que a medicina tradicional ou ocidental não consegue resolver todos os problemas do ser humano, as terapias naturais também possuem seus limites, pois, não se trata apenas do melhor tratamento a ser buscado e sim, a complexidade do funcionamento do organismo que quase sempre está relacionado ao estilo de vida, alimentação, sedentarismo, estresses e suas consequências e até geneticamente.  Assim, o paciente deve relatar ao médico e ao seu terapeuta natural, se está fazendo uso de algum medicamento e tratamentos paralelos para que se possa avaliar a necessidade de ambas as medicinas. Além disso, fortalece a relação de confiança entre ambos, diminui as chances de erros e distinguir o que está sendo mais eficaz no momento. Não podemos ignorar o conhecimento da ciência e ao mesmo tempo, aproveitar essa mesma ciência para no momento exato, utilizar todos os benefícios da MCA. É importante que o paciente procure profissionais ou terapeutas que seguem o sistema MCA qualificados.

Aurelliano Natarája

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